Mundo Motorizado

Revo explica como eVTOLs e helicópteros terão papéis complementares na mobilidade aérea urbana

No universo do alto valor agregado, o tempo consolidou-se como o ativo mais valioso da vida contemporânea. Para passageiros de alta renda, com agendas intensas, o deslocamento passou a ocupar um papel essencial na experiência de viagem. O novo comportamento exige previsibilidade, personalização e segurança. Com foco nessa lógica, a Revo, pioneira em oferecer jornada door to door em mobilidade aérea no Brasil, entende que a chegada dos eVTOLs ao Brasil não significará o fim dos helicópteros. Na estratégia da empresa, as duas tecnologias terão papéis complementares: os veículos elétricos de pouso e decolagem vertical serão destinados principalmente a deslocamentos urbanos de curta distância, enquanto os helicópteros continuarão atendendo trajetos mais longos e destinos fora do perímetro urbano. 

A empresa investiu 250 milhões de dólares na encomenda de 50 aeronaves da Eve Air Mobility, subsidiária da Embraer, e prevê iniciar as operações comerciais com eVTOLs no começo de 2028. A proposta é ampliar o ecossistema de mobilidade aérea sem abandonar a estrutura e a malha construídas com a operação atual de helicópteros.

“Os eVTOLs não chegam para substituir os helicópteros, mas para ampliar as possibilidades de deslocamento. Estamos nos preparando para uma nova etapa da mobilidade aérea urbana, na qual trajetos curtos terão uma lógica operacional própria”, afirma João Welsh, CEO da Revo. “O ecossistema que estamos construindo agora vai muito além da operação convencional no setor de aviação. É uma preparação concreta para uma nova etapa da mobilidade aérea urbana no Brasil”.

Lógica complementar: rotas urbanas, viagens longas e lazerAtualmente, a Revo conta com uma malha de rotas fixas que permite a reserva de assentos individuais, múltiplos ou da cabine completa. Os trajetos conectam clientes a destinos estratégicos de São Paulo como o Aeroporto Internacional de Guarulhos, atualmente o mais procurado, Fazenda Boa Vista, Quinta da Baroneza e Alphaville. 

Além das rotas fixas, a empresa também oferece voos privados com destinos personalizados, de acordo com as necessidades de cada cliente. Em São Paulo, as opções incluem destinos no interior, como Campos do Jordão, e no litoral, como Ilhabela, Juquehy-Baleia, Maresias e Guarujá. Já no Rio de Janeiro, a demanda se concentra em destinos ligados ao turismo de alto padrão, como Paraty e Angra dos Reis. 

Para a operação inicial com eVTOLs, a empresa prevê trajetos urbanos na cidade de São Paulo e na região metropolitana, conectando pontos estratégicos como Avenida Paulista, Faria Lima, Aeroporto de Congonhas, Aeroporto Internacional de Guarulhos e Alphaville. 

Os helicópteros, por sua vez, continuarão operando as demais rotas da Revo, especialmente aquelas que envolvem viagens de maior distância ou destinos fora do perímetro urbano, como o interior e o litoral. Dessa forma, helicópteros e eVTOLs atuarão de forma complementar, ampliando a oferta de mobilidade aérea para diferentes perfis de deslocamento. 

Segurança rigorosa e treinamento de pilotos 
Atualmente, a Revo utiliza helicópteros Airbus H135 e H155. O Airbus H155 é uma versão modernizada e melhorada da consagrada família Dauphin da Airbus e transporta até 8 passageiros com grande nível de conforto. O Airbus H135 é um dos helicópteros de maior sucesso da Airbus, reconhecido por sua robustez. É usado para voos com até 5 passageiros. 

Ambos os modelos são bimotores e operados por dois pilotos, como em uma companhia aérea. Quando dois pilotos voam juntos, um deles comanda a aeronave, enquanto o outro monitora os sistemas e o progresso do trajeto. Todos eles têm qualificações e treinamentos que superam os requisitos regulamentares e frequentam um simulador de voo pelo menos uma vez por ano para atualizar suas habilidades.

O mesmo cuidado com a segurança e treinamento dos pilotos ocorrerá com os eVTOLs. 

Ruído, emissão e infraestrutura 
A chegada dos eVTOLs representará um avanço em eficiência e sustentabilidade na mobilidade aérea urbana. Diferentemente dos helicópteros, que permanecem essenciais para rotas fixas de maior alcance, as aeronaves elétricas serão projetadas para deslocamentos urbanos e metropolitanos de curta distância, com autonomia de até 100 km, velocidade de cruzeiro de 200 km/h, cabine para um piloto e até quatro passageiros.

A propulsão totalmente elétrica permitirá que as recargas das baterias sejam rápidas, o que tornará a operação ágil e eficiente. Além de eliminar as emissões diretas de carbono durante o voo, contribui para uma experiência de locomoção mais sustentável e menos impactante para o ambiente urbano.

A expectativa é que, no médio e no longo prazo, os eVTOLS tenham custos entre 20% e 30% menores para os clientes. Para viabilizar essa nova etapa da mobilidade aérea, a infraestrutura combinará a rede atual de helipontos com novos vertiportos equipados com sistemas de recarga elétrica de alta potência, permitindo a integração entre as operações dos helicópteros e das aeronaves elétricas.

O helicóptero como laboratório em tempo real 
Para entender a dinâmica dos futuros voos curtos com aeronaves elétricas, a Revo também utiliza sua frota atual de helicópteros como um laboratório em tempo real. Os dados coletados hoje ajudam a mapear o comportamento dos passageiros e a calibrar a logística da cidade e dos futuros vertiportos. Um exemplo prático é o recém-lançado plano de créditos Revo Urban Mobility. 

Focado no público corporativo de alta renda, o pacote oferece 30 assentos anuais por 13.650 dólares (cerca de 68,5 mil reais). O serviço funciona como uma introdução para a aviação elétrica, pois garante previsibilidade para executivos que precisam fugir do trânsito em deslocamentos entre a Avenida Faria Lima, a Avenida Paulista e o Aeroporto de Congonhas – rotas curtas que, no futuro, poderão ser operadas pelos eVTOLs.

“Quando unimos tecnologia, previsibilidade e operação rigorosa com a segurança, não falamos apenas sobre chegar mais rápido, mas sobre chegar melhor e com mais controle sobre a agenda”, afirma Welsh. 

Como reservar
A compra de assentos pode ser contratada diretamente com o serviço de concierge – por e-mail (concierge@flyrevo.com) e ou WhatsApp (11 91639-9937). Para as rotas fixas operadas pela empresa, as reservas também podem ser realizadas pelo aplicativo da Revo (disponível para iOS e Android) ou site.

De forma inédita no país, os clientes podem reservar viagens com a compra de assentos únicos, múltiplos ou realizar o fretamento completo da cabine. Além disso, a Revo dispõe de um serviço personalizado de jornada completa, com deslocamento door to door por meio de carros blindados e despacho de bagagem – via terrestre – nos voos para Guarulhos. 

A Revo pertence ao grupo multinacional de origem portuguesa Omni Helicopters International (OHI), controlador da Omni Táxi Aéreo (OTA), líder em transporte aéreo offshore na América Latina e que opera no Brasil há 25 anos. A OTA tem uma frota de cerca de 90 helicópteros, que realiza mais de 1.500 voos semanais e já transportou mais de 7 milhões de passageiros. 

Rafael

Rafael de Souza Mota é especialista em tecnologia, mobilidade e inovação, criador do Inteligência Móvel. Atua como gerente de projetos e produz reviews, análises e conteúdos sobre smartphones, gadgets, automóveis e lifestyle digital.