Buser lança app no ChatGPT e conecta 50 milhões de usuários a viagens rodoviárias no Brasil
A Buser, plataforma tecnológica que se tornou a maior intermediadora de viagens rodoviárias no Brasil, lança nesta segunda-feira (04/05) seu app oficial no ChatGPT, A partir de agora, os mais de 50 milhões de usuários da plataforma OpenAI podem pesquisar e planejar viagens, consultar preços e horários reais da Buser e ir direto para a compra, tudo dentro de uma conversa em linguagem natural.
“A Buser nasceu como empresa de tecnologia que opera no transporte, e não como empresa de transporte que usa tecnologia. Entrar no ChatGPT é a continuação natural dessa identidade: estar onde o usuário está”, afirma Thiago Avelino, CTO da Buser. A empresa é uma das brasileiras pioneiras do setor a se integrar à plataforma OpenAI e esta ação marca o primeiro passo da sua estratégia de estar presente em ambientes de IA conversacional.
Como funciona
O usuário que está no ambiente do ChatGPT e faz sua pesquisa em linguagem natural. Por exemplo: “quero ir de São Paulo para Florianópolis no feriadão de novembro, tem horário de manhã e quanto custa?”. O chatbot acessa o app Buser diretamente e responde com opções precisas de viagem, incluindo preços, horários e disponibilidade atualizados em tempo real. Um clique em “ver viagem” redireciona o usuário para o site da Buser com todos os parâmetros já preenchidos, onde a compra é finalizada com segurança.
O CTO da Buser afirma que a nova tecnologia vai melhorar a experiência dos mais de 14 milhões de clientes cadastrados na plataforma da empresa. “Vai ser possível encontrar preços e horários reais da Buser sem sair do ambiente onde o cliente já está pesquisando. A resposta é direta, sem ruído de comparadores ou resultados genéricos. E, com um clique, já vai para a finalização da compra.”
A entrada da Buser no ChatGPT reforça a estratégia de digitalizar o mercado de transporte rodoviário do País. A empresa foi, há quase 9 anos, uma das pioneiras na venda completa de viagens online. E nos últimos meses iniciou uma série de M&As para acelerar esse processo, tanto no fretamento quanto no chamado mercado regulado. “Quando o cliente descobre as facilidades, as comodidades e os preços mais justos que a tecnologia oferece, é um caminho sem volta. E tudo isso agora estará dentro das plataformas que o usuário usa diariamente”, afirma Avelino.
Próximos passos
A Buser ingressa nesta experiência como um primeiro passo de sua estratégia para estar presente em plataformas de IA conversacional. O ChatGPT está sendo o pioneiro nesse modelo de apps dentro de interface conversacional e, por enquanto, nenhum outro LLM tem um ecossistema equivalente aberto para marcas. Desta forma, a Buser monitora o desenvolvimento de ecossistemas equivalentes no Google Gemini e no Perplexity para expansão futura, com o objetivo de replicar o aprendizado que está sendo construído.
Assim como outras empresas que já iniciaram vendas dentro da plataforma OpenAI, a ideia não é abrir uma nova linha de receita isolada, mas incrementar a adesão de novos usuários e potencializar o volume de negócios do ecossistema já existente. A lógica será a mesma para a Buser: o chatbot funcionará como topo de funil, atraindo um público mais qualificado do que o verificado na busca tradicional. “O app no GPT é uma vitrine de descoberta, não um substituto de conversão”, explica Avelino.
“Nossa meta qualitativa, neste projeto piloto, é aprender o comportamento do usuário brasileiro pesquisando viagem via IA conversacional. Esse dado vai alimentar produto e SEO/GEO nos próximos 12 meses. E quando Gemini e Perplexity abrirem canais similares, Buser já estará com o modelo rodando.”
Novo ecossistema de distribuição via IA
A OpenAI lançou o Apps SDK em outubro de 2025, abrindo a plataforma para que empresas construam aplicativos interativos dentro do ChatGPT. O Brasil está entre os três maiores mercados globais da plataforma, com 50 milhões de usuários ativos mensais e cerca de 140 milhões de mensagens trocadas por dia. Empresas como Localiza e Quinto Andar foram as primeiras brasileiras a integrar o ecossistema.
Para Avelino, o ChatGPT está evoluindo para ser um intermediário entre marcas e consumidores. Quem não tem presença ativa no ecossistema da OpenAI, corre o risco de simplesmente não aparecer nas respostas. “Não é a IA que mata o site, mas sim a invisibilidade no novo canal de descoberta que drena tráfego de forma silenciosa”, diz o CTO. Para ele, o salto de experiência é real para o usuário que já usa o ChatGPT no dia a dia para pesquisar tudo.
O CEO do ChatGPT Product, Nick Turley, descreveu o futuro como um “super assistente” que funciona como sistema operacional. “Nesse cenário, o site continua existindo como ambiente de conversão e confiança. O que muda é onde a jornada começa. “O salto de experiência é real para o usuário que já usa o ChatGPT no dia a dia para pesquisar tudo, que no Brasil são dezenas de milhões de pessoas”, finaliza Avelino.
