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SonicWall reúne profissionais de 30 parceiros LATAM

A integração das tecnologias de segurança em plataformas capazes de responder à complexidade dos ambientes multicloud, do consumo de aplicações SaaS e dos riscos associados ao uso de inteligência artificial foi um dos principais temas do Elite Engineer Bootcamp 2026, realizado pela SonicWall no Rio de Janeiro, de 21 a 23 de outubro. O encontro reuniu 30 parceiros de diferentes países da América Latina para uma imersão técnica de um dia e meio sobre Cloud Secure Edge (CSE), Endpoint Security, SD-WAN e Managed Protection Security Suite (MPSS), conduzida pela equipe de engenharia da fabricante.

Edilson Cantadore, diretor de Engenharia de Soluções da SonicWall para a América Latina, esclarece que, pela qualificação e nível de informação técnica dos participantes, a grade dispensou apresentações e workshops de produtos, concentrando as atividades na construção de respostas alinhadas à realidade dos ambientes de TI e das inquietações dos clientes finais. “Os conteúdos e discussões são para desenvolver novas formas de pensar as estratégias dos projetos e o atendimento às contas”, resume.

O executivo observa que, apesar do nível técnico elevado dos participantes, boa parte dos profissionais se restringe a trabalhar com certificações e argumentos de venda focados em determinado item do arsenal de cibersegurança. “Há pessoas que conhecem muito bem alguns produtos e tecnologias. Hoje é preciso ter uma visão de plataforma (com integração e orquestração das várias camadas de proteção). Os parceiros contam com profissionais experientes, muitos atuam em canais multimarca e multiplataforma, mas mantêm as ofertas segmentadas”, nota. “É hora de entender a importância de entregar uma solução unificada para o cliente. O tempo de vender os melhores produtos de cada segmento já passou”, afirma.

Visão de plataforma

Cantadore lembra que evolução das arquiteturas de TI ampliou a interdependência entre tecnologias que, historicamente, eram comercializadas e administradas de forma separada. Firewall, proteção de endpoints, conectividade, acesso remoto, segurança de aplicações, e mais recentemente uso seguro de IA, passaram a integrar um ecossistema mais amplo, no qual as decisões sobre um componente afetam os demais. Nesse cenário, o conhecimento técnico especializado continua necessário, mas já não é suficiente. “Enfatizamos a visão de plataforma, porque é justamente o conceito que permite unificar todas as peças”, menciona.

O SonicWall Cloud Secure Edge (CSE), a plataforma da SASE (Secure Access Service Edge) destacada nas sessões técnicas, foi tomado como referência da abordagem que a SonicWall busca fomentar entre seus parceiros. “O CSE reúne várias defesas aos tipos de riscos que tratávamos separadamente”, diz Cantadore. Ele enfatiza que, mais do que um acréscimo ao portfólio, há implicações comerciais mais amplas. “O que resolve o desafio do cliente não é o nosso produto. É o produto e o profissional que vai instalar no sábado à noite para segunda-feira estar tudo funcionando, e que depois vai retornar para dar suporte”, define.

Cloud Secure Edge combina ZTNA, CASB, SWG e DLP: ambiente sem perímetro

A plataforma CSE reúne componentes com funções complementares para proteger usuários que acessam aplicações e dados corporativos de diferentes locais, dispositivos e redes, dentro ou fora do perímetro tradicional das organizações.

Cantadore contextualiza a urgência da adoção com exemplo de empresas atacadas via VPN corporativa, em que uma credencial roubada permitiu acesso irrestrito à rede. O problema não é a VPN em si, mas o modelo de confiança que ela implica, pois uma vez autenticado, o usuário entra na rede e pode se mover lateralmente. “A VPN tradicional deixou de ser uma alavanca de conectividade colaborativa para ser um vetor de risco”, disse.

A resposta a esse quadro é o Zero Trust Network Access. Em vez de verificar apenas a identidade no momento do login, como faz a VPN, o ZTNA adiciona camadas de verificação contínua. Além das credenciais, avalia o dispositivo (se está atualizado, se tem o agente instalado, se atende à política de segurança da empresa), o contexto da conexão (geolocalização, horário, rede de origem) e restringe o acesso ao recurso específico solicitado, nunca à rede como um todo. Uma credencial roubada, sozinha, não é suficiente para passar por todos esses critérios. “Dentro do SASE, o componente mais importante é o ZTNA, porque ele é o componente que vai garantir a confiabilidade daquela conexão de transporte”, afirma Cantadore.

O CASB (Cloud Access Security Broker) monitora como o usuário interage com as aplicações em SaaS, tanto as homologadas, como Microsoft, Google ou Salesforce, quanto com outros serviços, confrontando os riscos de exposição de dados aos termos de confidencialidade e segurança de cada serviço em nuvem.

O DLP (Data Loss Prevention) é incluído como módulo crítico em um contexto em que o uso de IA generativa pelos funcionários representa um novo vetor de exposição de dados. O desafio não se limita a impedir invasões; inclui controlar como os usuários compartilham informações com serviços externos.

MPSS: um diferencial competitivo

O tema do MPSS (Managed Protection Security Suite) ganhou relevância no bootcamp diante de um cenário em que vulnerabilidades conhecidas e falhas de configuração continuam criando oportunidades para ataques. A demora na correção desses problemas amplia a exposição das organizações, enquanto a automação e a velocidade das operações dos atacantes tornam insuficiente depender apenas de verificações pontuais.

A proposta do MPSS é assumir parte do trabalho de monitoramento contínuo dos firewalls, liberando os especialistas dos canais para atividades de maior valor agregado. “Nós provemos o trabalho massivo; repetitivo e desgastante para os parceiros, para liberá-los a atividades mais rentáveis, de consultoria e apoio”, explica Cantadore.

Além de desafogar a operação dos parceiros, o MPSS garante que os firewalls sob monitoramento SonicWall estejam em conformidade aos requisitos mínimos do Cysurance — um seguro embutido nos contratos da fabricante, para cobrir ou mitigar perdas em caso de incidentes. O executivo apontou um gap relevante, de canais que contrataram o serviço mas nunca ativaram os equipamentos dos clientes no centro de monitoramento SonicWall. “É um serviço essencial que até esse momento nenhum concorrente nosso oferece. Se o cliente precisar de seguro cibernético, contratar à parte é difícil. Os requisitos mínimos da seguradora são draconianos. É fundamental usar isso como argumento para a venda do serviço”.

SD-WAN e Endpoint Security completam a plataforma

A SD-WAN foi apresentada no encontro como infraestrutura mandatória para garantir a qualidade da conectividade em ambientes distribuídos. “A SD-WAN era um diferencial e agora passou a ser um item mandatório. Compra-se o firewall contando-se com a SD-WAN”.

O SonicWall Endpoint Security, componente 100% desenvolvido internamente pela SonicWall, fecha a plataforma pela ponta do dispositivo. Embora não faça parte formalmente do modelo SASE definido pelo Gartner, integra-se diretamente ao agente de ZTNA: ao monitorar permanentemente a saúde do dispositivo e reportar esse status ao componente de acesso, o endpoint passa a ser parte funcional da cadeia de segurança. A combinação desses recursos reforça a mensagem central do encontro, de que a proteção dos ambientes digitais depende da articulação entre tecnologias, políticas e serviços, não apenas da adoção de produtos individuais.

Valor da tecnologia está na entrega

“Os canais têm que olhar mais para dentro de casa e usar os fornecedores que eles escolhem como ferramenta da entrega deles e não como fim da operação deles”, defende o executivo da SonicWall.

De go-to-market integralmente voltado ao canal, a plataforma SonicWall Unified Management, complementada pelo assistente de IA SAMI (SonicWall AI for Monitoring and Insight), foi desenvolvida para que o parceiro gerencie toda a operação de segurança de seus clientes a partir de um único ponto, da compra da licença à entrega de Security as a Service. O bootcamp, nesse contexto, é um dos principais instrumentos para que essa visão de plataforma se converta em prática comercial no dia a dia dos canais.

Para saber mais, visite a SonicWall em www.sonicwall.com.

Rafael

Rafael de Souza Mota é especialista em tecnologia, mobilidade e inovação, criador do Inteligência Móvel. Atua como gerente de projetos e produz reviews, análises e conteúdos sobre smartphones, gadgets, automóveis e lifestyle digital.