Mercado & Negócios

SEIDOR leva ao SAP NOW 2026 o Mapa da Empresa Autônoma

O mercado já experimentou a frustração. A adoção de agentes de inteligência artificial pelas empresas esbarra, frequentemente, em um desafio que vai além da tecnologia. Sem processos definidos, dados organizados e uma arquitetura empresarial preparada, a IA pode ampliar problemas que já existem na operação, em vez de solucioná-los. É o risco de “automatizar o caos”, como define Oldack Sérgio Coutinho, diretor de Arquitetura Empresarial da SEIDOR.

É a partir desse desafio que a SEIDOR chega ao SAP NOW AI Tour Brazil 2026, nos dias 9 e 10 de setembro, em São Paulo. A consultoria vai apresentar sua estratégia para preparar as empresas para o avanço dos agentes de IA, com a metodologia batizada de Mapa da Empresa Autônoma, desenvolvida para diagnosticar o nível de maturidade das organizações e, a partir dessa avaliação, criar agentes customizados por meio do Joule Studio, da SAP.

O Mapa da Empresa Autônoma foi criado pela SEIDOR para organizar essa jornada. O diagnóstico avalia dez domínios da organização em uma escala de zero a quatro e estabelece quatro faixas de maturidade: Fragmentado, Fundacional, Governado e Escalável. O objetivo é identificar quais condições já estão presentes e quais precisam ser desenvolvidas antes que os agentes avancem para a operação.

Três pontos funcionam como critérios determinantes: dados e semântica; governança, identidade e autoridade; e economia de consumo de IA. Pela metodologia da SEIDOR, uma avaliação inferior a dois em qualquer um desses domínios impede que o agente seja levado à produção. “Nota abaixo de dois em qualquer um dos três portões e nenhum agente vai para produção. Isso não é conservadorismo, é a diferença entre um piloto que vira operação e um piloto que vira slide de retrospectiva”, afirma Coutinho.

Outro princípio é que aspectos sem evidências são considerados não demonstrados no diagnóstico. A análise ganha contornos específicos entre as empresas que utilizam SAP. Além de processos e dados, o diagnóstico considera as customizações realizadas nos sistemas, a adoção do conceito de Clean Core e as integrações com aplicações externas. Segundo o diretor da SEIDOR, muitas empresas mantêm customizações feitas no modelo anterior que não são visíveis para a nova camada de agentes da SAP, exigindo uma preparação desse ambiente.

O ponto de partida é entender que a adoção de agentes representa uma nova etapa no uso da inteligência artificial pelas empresas. Depois da IA conversacional, capaz de responder perguntas e gerar conteúdos, e de uma segunda fase em que a tecnologia passou a assumir comportamentos específicos, os agentes avançam para a execução. Eles passam a interagir com sistemas e aplicações e a realizar ações dentro dos processos corporativos.

Essa mudança aumenta a importância da arquitetura empresarial. Antes de colocar um agente em operação, é necessário definir o objetivo estratégico de sua utilização e avaliar processos de negócio, aplicações, dados e tecnologia. “Sem um processo de negócio definido, os agentes vão agir de forma genérica. Sem dados organizados, eles não vão ter as informações corretas”, explica Coutinho.

Um Mapa para os agentes

A segunda frente que a SEIDOR levará ao SAP NOW é a criação de agentes customizados no Joule Studio. A proposta é desenvolver aplicações capazes de responder a demandas que vão além dos agentes disponibilizados de forma padronizada pela SAP, incorporando particularidades dos processos e das regras de cada empresa.

Durante a palestra, Coutinho apresentará exemplos relacionados à indústria, ao varejo, ao agronegócio e ao setor farmacêutico, verticais de atuação da SEIDOR. A ideia é mostrar, na prática, como agentes podem ser desenvolvidos para situações específicas que ainda não estão contempladas nas ofertas padronizadas.

“O agente padrão será commodity. Ele vem na caixa, e vem para todos os concorrentes ao mesmo tempo. A vantagem competitiva está no que ele não sabe fazer sozinho: a regra que a sua empresa levou trinta anos para escrever”, exemplifica o diretor da SEIDOR.

Para que esses agentes realmente gerem valor, a empresa precisa estar preparada para recebê-los. Isso significa ter processos estruturados, dados confiáveis, uma arquitetura tecnológica consistente e clareza sobre as regras que orientam a operação. É a partir dessa base que a SEIDOR trabalha na construção de uma Empresa Autônoma: identificando, por meio do Mapa, o estágio de maturidade da organização e os pontos que precisam evoluir para que a IA possa assumir novas etapas dos processos com segurança e de forma alinhada aos objetivos do negócio. 

A SEIDOR já trabalha com clientes na habilitação de recursos iniciais de inteligência artificial, como o Joule. Segundo Coutinho, a criação dos agentes representa um passo seguinte dessa jornada e ainda exige preparação das empresas para que a tecnologia possa avançar da experimentação para a operação.

Serviço

SAP NOW AI Tour Brazil 2026

Palestra da SEIDOR
“Joule Studio na prática: crie agentes de IA sob medida para o seu negócio”
Palestrante: Oldack Sérgio Coutinho, diretor de Arquitetura Empresarial da SEIDOR
Data: 9 de setembro
Horário: 16h40 às 17h

Local: Transamerica Expo Center, São Paulo

Rafael

Rafael de Souza Mota é especialista em tecnologia, mobilidade e inovação, criador do Inteligência Móvel. Atua como gerente de projetos e produz reviews, análises e conteúdos sobre smartphones, gadgets, automóveis e lifestyle digital.