Protegendo o fluxo digital: como a Zebra Technologies ajuda as empresas a mitigar riscos na cadeia de suprimentos
No cenário industrial atual, a eficiência e a segurança da cadeia de suprimentos são mais críticas do que nunca. Embora a crescente digitalização tenha proporcionado avanços significativos em automação e visibilidade, ela também expôs as organizações a vulnerabilidades operacionais capazes de comprometer a continuidade dos negócios. Por isso, as empresas precisam proteger tanto seus ambientes corporativos de tecnologia da informação (TI) quanto os sistemas de tecnologia operacional (OT) presentes em armazéns, centros de distribuição, hospitais e lojas do varejo.
Essa questão é especialmente urgente no Brasil. Segundo o relatório Norton’s LATAM Cybersecurity Landscape Study 2026, 86% dos brasileiros afirmam ter sofrido algum tipo de ameaça cibernética nos últimos 12 meses, enquanto quase 9 em cada 10 (89%) acreditam que essas ameaças aumentaram no Brasil no último ano.
Segundo Michael Zachman, vice-presidente e diretor de segurança da informação (CSO) da Zebra Technologies, o uso de automação e IA pelos atacantes reduziu o tempo disponível para a resposta das empresas, que passou de meses ou semanas para apenas algumas horas.
“A cibersegurança não se limita mais à proteção das redes corporativas ou da nuvem. Hoje, um dispositivo móvel em um armazém ou hospital é um endpoint tão poderoso que, se for comprometido, pode dar acesso a partes significativas da organização. Por isso, o modelo ‘traga seu próprio dispositivo’ (BYOD, na sigla em inglês) não é viável em ambientes operacionais de missão crítica”, afirmou Zachman.
Segurança desde a concepção: integrando a cibersegurança às operações diárias
Em vez de tentar enfrentar ameaças abstratas de cibersegurança, as organizações devem concentrar esforços na proteção e na otimização de seus fluxos de trabalho físicos. O caminho está na construção de uma infraestrutura tecnológica resiliente, capaz de antecipar, resistir e superar desafios operacionais. Isso exige investimentos em soluções que aprimorem os processos e adicionem camadas de verificação de ativos físicos e visibilidade operacional a cada etapa da cadeia de suprimentos.
As soluções de nível empresarial são projetadas para responder diretamente a esses desafios. Com tecnologias avançadas de identificação e captura de dados — incluindo leitores especializados de códigos de barras, sistemas de identificação por radiofrequência (RFID) e computadores móveis robustos —, as empresas podem obter maior controle e acompanhar seus ativos físicos em tempo real. Isso permite garantir a rastreabilidade de ponta a ponta, desde o chão de fábrica ou armazém até o destino final da entrega, assegurando que cada movimentação de ativos seja verificada e registrada.
Além disso, a integração de tecnologias de rastreamento físico com softwares robustos de gestão operacional e de armazéns permite monitorar o desempenho das operações em tempo real. As equipes podem identificar anomalias imediatamente, acompanhar possíveis falhas nos equipamentos e adotar medidas corretivas antes que um gargalo pontual se transforme em um atraso significativo. Esse nível de visibilidade operacional reduz os pontos cegos e estabelece bases mais sólidas para a integridade dos fluxos de trabalho físicos.
O fator humano: cibersegurança é um trabalho em equipe
Além da tecnologia, Zachman destacou a importância de traduzir os riscos técnicos em consequências concretas para os negócios, como paralisações operacionais, perdas financeiras e danos à reputação da marca. Ele também defendeu a construção de uma cultura organizacional na qual a segurança seja uma responsabilidade compartilhada entre as equipes de TI, engenharia, cadeia de suprimentos e os profissionais da linha de frente.
“Os colaboradores não devem ser vistos como o elo mais fraco, mas como a primeira linha de defesa. É fundamental promover um ambiente em que qualquer integrante da equipe possa relatar imediatamente um erro ou um clique acidental, sem medo de represálias. A comunicação rápida permite conter um incidente a tempo. A cibersegurança é um esporte coletivo”, concluiu Zachman.
