Positivo analisa como AI PCs
A evolução dos AI PCs traz uma nova camada à decisão de compra e renovação de computadores. Para a Positivo Tecnologia, a expansão de aplicações de inteligência artificial faz com que atributos tradicionalmente considerados na escolha de um notebook, como processador, memória, armazenamento e autonomia, sejam avaliados em conjunto com a capacidade da máquina de lidar com workloads de IA. Equipamentos com unidades de processamento neural (NPUs) dedicadas permitem executar determinadas funções diretamente no dispositivo, criando novas possibilidades para consumidores e empresas e trazendo aspectos como eficiência, privacidade e processamento local para essa discussão.
O movimento acompanha a expansão do próprio ecossistema de software. Segundo o Gartner, 40% dos fornecedores deverão priorizar recursos de inteligência artificial diretamente no PC até o final de 2026, ante apenas 2% em 2024. O dado ajuda a explicar por que a capacidade de processamento de IA tende a ganhar relevância na avaliação dos computadores: à medida que os aplicativos incorporam essas funcionalidades, o hardware assume um papel cada vez mais importante na experiência proporcionada por elas.
“Estamos acompanhando uma mudança na forma como o computador é concebido e, consequentemente, avaliado para a compra. A presença de uma NPU passa a ter relevância não apenas pela especificação em si, mas pelo que ela permite fazer em um momento em que novas aplicações chegam ao mercado. É uma transformação que ainda está em evolução e que deve ampliar os critérios considerados na escolha de um equipamento”, afirma Daniela Colin, diretora de Procurement e Desenvolvimento de Produto na Positivo Tecnologia.
O que considerar na avaliação de um AI PC
Na prática, os AI PCs combinam CPU, GPU e NPU para distribuir diferentes tipos de processamento de acordo com a tarefa realizada. A presença de uma unidade dedicada a workloads de inteligência artificial representa uma mudança na arquitetura dos computadores e permite que determinadas operações sejam realizadas diretamente no dispositivo. Recursos relacionados a áudio, vídeo, reuniões virtuais, criação de conteúdo, produtividade e segurança estão entre os que podem se beneficiar dessa capacidade.
Para os consumidores, essa evolução não significa abandonar os critérios tradicionais, mas acrescentar uma nova pergunta à escolha: o equipamento está preparado para aplicações que incorporam inteligência artificial? Dependendo da função, executar alguns recursos localmente pode reduzir a dependência da nuvem, tornar a experiência mais ágil e eficiente e permitir que determinadas informações sejam processadas no próprio dispositivo.
Para as empresas, a mudança também começa a entrar na discussão sobre os ciclos de renovação dos parques de equipamentos. A decisão envolve não apenas a substituição de máquinas antigas, mas a avaliação sobre o quanto a infraestrutura está preparada para uma rotina em que aplicações de IA tendem a estar mais presentes. Produtividade, segurança, eficiência energética, colaboração e capacidade de processamento local entram, assim, na análise do ciclo de vida dos equipamentos.
Essa nova geração de computadores já está presente no mercado brasileiro, em equipamentos voltados a diferentes perfis de uso. No Positivo Master Copilot+ PC, primeiro notebook brasileiro com Intel Core Ultra Série 3 e produção nacional, funcionalidades como Live Captions, Windows Studio Effects, Cocreator, Recall e Click to Do exemplificam aplicações de IA que podem fazer parte da rotina dos usuários.
No segmento corporativo, o VAIO Pro BK combina recursos de IA com funcionalidades voltadas à produtividade, colaboração e segurança. O modelo conta com Windows Studio Effects, que utiliza a NPU para otimizar recursos de imagem e iluminação durante videochamadas, webcam IR Full HD com Windows Hello para reconhecimento facial e autenticação, leitor biométrico para acesso por impressão digital e tecla dedicada ao Copilot. Para os clientes do modelo, câmera, autonomia de bateria e segurança estão entre os atributos mais destacados, enquanto as funcionalidades ligadas à NPU são incorporadas gradativamente à rotina de uso.
“Estamos em uma fase em que o mercado ainda está descobrindo as possibilidades da IA embarcada. Por isso, mais do que olhar apenas para a presença de uma NPU, é importante entender quais experiências e aplicações serão desenvolvidas a partir dela. A tendência é que essa capacidade ganhe importância conforme o ecossistema amadureça e os benefícios se tornem mais concretos para os usuários”, complementa a executiva.
Da especificação à preparação para o futuro
A consolidação dos AI PCs depende justamente dessa aproximação entre hardware e software. Quanto mais aplicações explorarem o processamento local de IA, maior tende a ser a importância de avaliar o computador não apenas pelo desempenho atual, mas também pela capacidade de acompanhar novas formas de uso.
Essa evolução já ganha escala global. Ainda segundo o Gartner, os AI PCs devem representar 54,7% de todos os computadores comercializados no mundo em 2026 e chegar a 58,7% entre os notebooks. A projeção indica um cenário em que a inteligência artificial tende a deixar de ser percebida apenas como diferencial para integraras características esperadas de uma nova geração de computadores.
Para consumidores, isso representa uma evolução na maneira de comparar equipamentos. Para empresas, significa incorporar uma nova variável ao planejamento de renovação dos parques tecnológicos. Em ambos os casos, a capacidade de processamento de IA passa a fazer parte de uma discussão mais ampla: não apenas o que o computador entrega hoje, mas também para quais experiências ele está preparado.
