Mercado & Negócios

Nova etapa da duplicata escritural exigeintegração entre ERPs e escrituradoras

O lançamento do Ecossistema de Duplicatas Escriturais pelo Banco Central abre caminho para o início da fase de produção assistida. Essa próxima etapa, que deverá começar em breve, permitirá que empresas, instituições financeiras e demais participantes operem em ambiente real antes da entrada em vigor da obrigatoriedade. A iniciativa representa um avanço na modernização de um mercado que movimenta cerca de R$ 11 trilhões por ano e acelera a digitalização da gestão de recebíveis no país.

“A produção assistida será um período importante para a consolidação do novo ecossistema. A B3 está preparada para oferecer uma jornada personalizada que preza pelo menor impacto nas operações dos financiadores, bancos efundos e empresas. Nossa prioridade é contribuir para um mercado de crédito mais eficiente, confiável e seguro, gerando valor aos clientes para além das exigências regulatórias”, afirma Roberta Fortunato, superintendente de Duplicatas Escriturais da B3.

A mudança representa um novo desafio para as empresas: integrar seus sistemas de gestão à infraestrutura das entidades autorizadas pelo Banco Central a atuarem como escrituradoras. Essa conexão será essencial para garantir que a emissão, o registro e a negociação dos títulos ocorram em conformidade com as novas exigências regulatórias. 

“A duplicata escritural representa uma transformação estrutural no mercado de recebíveis. A integração entre os ERPs e a infraestrutura das escrituradoraspassa a ser um elemento estratégico para garantir conformidade regulatória, segurança operacional e eficiência na gestão financeira. As empresas que iniciarem esse processo desde agora estarão mais preparadas para operar no novo ambiente de negócios”, afirma Daniel Heringer, Head do produto 4pay na SEIDOR. 

A SEIDOR, parceira da B3 e da Shipay, já está preparada para apoiar empresas nessa transição. A companhia conta com o 4pay, produto focado na gestão financeira no SAP, que automatiza os processos do contas a receber e do contas a pagar, além de permitir a escrituração de duplicatas escriturais diretamente no sistema.

Dessa forma, o ciclo da operação entre sacado e sacador torna-se totalmente auditável dentro do SAP, garantindo maior controle, rastreabilidade e conformidade com as novas exigências do mercado. A integração entre SEIDOR, B3 e Shipay permite que as empresas conectem seus sistemas de gestão à infraestrutura da B3 de forma automatizada, segura e rastreável.

Nesse processo, a Shipay é responsável pela camada tecnológica que integra os sistemas de gestão das empresas à infraestrutura da B3. “A duplicata escritural elimina processos manuais e exige uma integração segura entre os sistemas de gestão das empresas e a infraestrutura da B3. Nosso papel é justamente criar essa ponte tecnológica, permitindo que as informações circulem de forma automatizada, rastreável e em conformidade com as novas regras do mercado”, afirma o CEO e fundador da Shipay, Luiz Coimbra.

Para a SEIDOR, a produção assistida representa uma oportunidade para que as empresas realizem a integração tecnológica de forma planejada, validem processos, ajustem fluxos operacionais e capacitem suas equipes antes da entrada em vigor da obrigatoriedade.

Além de atender às exigências regulatórias, a adoção antecipada do novo modelo tende a gerar ganhos relevantes para as empresas, como maior rastreabilidade dos recebíveis, redução do risco de sobreposição de garantias, aumento da eficiência operacional, fortalecimento da governança e ampliação do acesso ao crédito em um ambiente mais transparente e digital.

Ao conectar seus clientes à infraestrutura da B3, a SEIDOR reforça sua atuação como parceira estratégica na transformação digital dos processos fiscais e financeiros, apoiando empresas na modernização da gestão de recebíveis e na adequação ao novo ambiente regulatório.

Próximas etapas

Após o início da produção assistida, será aberta a contagem do prazo para a implantação obrigatória da duplicata escritural. A exigência começará pelas grandes empresas; após 180 dias, será estendida às médias empresas em 360 dias e, posteriormente, às pequenas empresas em 540 dias. Esse cronograma permitirá uma implementação gradual do novo modelo em todo o mercado.

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Rafael

Rafael de Souza Mota é especialista em tecnologia, mobilidade e inovação, criador do Inteligência Móvel. Atua como gerente de projetos e produz reviews, análises e conteúdos sobre smartphones, gadgets, automóveis e lifestyle digital.