Interfone com vídeo ou olho mágico digital: qual faz mais sentido para cada residência?
A evolução das casas conectadas tem levado tecnologias antes associadas apenas à segurança para uma presença mais incorporada à rotina doméstica. Entre os dispositivos que vêm ganhando espaço estão os olhos mágicos digitais e os interfones com vídeo, que combinam monitoramento remoto, integração com aplicativos e recursos de inteligência artificial (IA).
“Os olhos mágicos digitais costumam ser instalados diretamente na porta e funcionam como uma evolução conectada do visor tradicional. Com eles, é possível ver os visitantes por uma tela interna ou aplicativo. Já os interfones com vídeo oferecem uma estrutura mais ampla de controle de acesso, normalmente integrada a portões e fechaduras”, explica Helena Pacheco, gerente de marketing da EZVIZ, líder global em tecnologia para casas inteligentes.
Nos apartamentos, especialmente em projetos de retrofit, os olhos mágicos digitais costumam aparecer como uma alternativa prática. Instalados diretamente na porta, esses dispositivos exigem pouca adaptação estrutural e podem adicionar recursos que vão além da visualização tradicional da entrada.
“Os modelos atuais funcionam como pequenas centrais de monitoramento da porta. O morador consegue visualizar quem está do lado de fora por uma tela interna ou pelo celular, além de receber notificações automáticas quando alguém se aproxima”, explica Helena.
Em soluções como o DP2C, da EZVIZ, a proposta é voltada para apartamentos e instalações sem grandes reformas. Funcionando como uma campainha com câmera para olho mágico 2 em 1, a tecnologia oferece imagens nítidas por meio de uma tela de 3,4 polegadas e funcionalidades como ver e falar com visitantes pelo monitor colorido interno, assim como controle por aplicativo e alertas para qualquer atividade suspeita próxima à entrada.
Outro recurso de destaque é a visão noturna, que garante visibilidade contínua – com cobertura de 155 graus e nitidez em até cinco metros – ao longo do dia e da noite, sem depender da iluminação do corredor ou da área externa. “A solução também incorpora sensores de movimento, capaz de identificar quando alguém se aproxima da porta e enviar alertas automáticos”, informa a executiva.
Grandes ambientes
Já em casas amplas, condomínios e imóveis com controle de acesso por portão, os interfones com vídeo tendem a oferecer uma experiência mais robusta. Diferentemente dos olhos mágicos digitais, esses dispositivos normalmente contam também com integração com fechaduras ou automatizadores de portão, além do controle por app e visualização com câmera externa e monitor interno.
Nos modelos mais recentes, a inteligência artificial começa a assumir um papel relevante na redução de falsos alertas. “A IA permite distinguir pessoas, veículos e até animais, tornando as notificações mais inteligentes e reduzindo acionamentos desnecessários. É o caso do interfone inteligente HP7, da EZVIZ, que também grava vídeos – com um cartão de memória ou armazenamento em nuvem – com nitidez 2K e detecta pessoas”, explica a gerente de marketing.
Segundo ela, para escolher o modelo mais adequado, o consumidor deve considerar não apenas as características do imóvel, mas também fatores como instalação simplificada e conectividade sem fio via Wi-Fi. “Também é importante avaliar recursos como qualidade de imagem, possibilidade de armazenamento de gravações e compatibilidade com aplicativos”, recomenda.
