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Huawei Cloud amplia adoção de MaaS na América Latina 

Durante o AI MaaS Summit, realizado em São Paulo, a companhia também apresentou cenários em que o uso do modelo GLM-5.2 pode proporcionar uma redução de custos entre 60% e 80%, além de aplicações de agentes de inteligência artificial em processos corporativos no Brasil. Os números refletem uma mudança na forma como as empresas vêm adotando esse tipo de plataforma baseada no consumo de tokens.
 

Dados de mercado apresentados durante o evento indicam que 58% das empresas na América Latina já adotaram inteligência artificial generativa, enquanto 88% operam em ambientes multicloud. Até 2028, a expectativa apresentada é que 80% das companhias da região adotem estratégias multimodelo, enquanto a utilização de multicloud deve alcançar 98%.
 

“Estamos vendo a inteligência artificial deixar a fase de experimentação e se tornar cada vez mais integrada aos processos de negócios. Nesse cenário, não existe um único modelo capaz de atender da melhor forma a todas as necessidades. As empresas precisam combinar modelos, custos, desempenho e segurança de acordo com cada aplicação. O papel do MaaS é justamente tornar essa escolha mais simples, eficiente e sustentável em escala”, afirma Mark Chen, CEO da Huawei Cloud para a América Latina.
 

A Huawei Cloud apresentou a solução como parte de dois movimentos que avançam paralelamente na região: a adoção de cloud e a integração da inteligência artificial aos processos de negócios. Para facilitar essa adoção, a Huawei Cloud oferece na América Latina um desconto de 30% nos modelos GLM entre 10h e 21h.
 

A iniciativa foi desenvolvida para permitir que as organizações conheçam não apenas as capacidades de cada modelo, mas também o custo efetivo para concluir uma determinada tarefa. Essa análise se torna especialmente relevante em aplicações corporativas que exigem grande volume de tarefas e uso contínuo de inteligência artificial.
 

Entre os diferentes modelos open source disponíveis no MaaS, o GLM-5.2 foi apresentado para aplicações que vão além da geração de conteúdo. Entre os principais casos de uso estão desenvolvimento de software, análise de mercado, operações e segurança de TI, análise de dados e SQL e automação de processos corporativos.
 

Com a expansão da inteligência artificial para os processos corporativos, cresce também a necessidade de mecanismos de segurança, privacidade e governança. Segundo a Huawei Cloud, seu framework conta com mais de 140 certificações globais de segurança e conformidade.
 

Entre os mecanismos de segurança apresentados durante o AI MaaS Summit está a política de “Zero Data Retention”. De acordo com a Huawei Cloud, prompts, embeddings e respostas são mantidos em memória volátil durante o processamento das requisições via API, sem que o conteúdo seja gravado em dispositivos de armazenamento. Após a conclusão da resposta, os dados temporários são descartados.
 

A Huawei Cloud também afirma que os dados e as interações dos clientes não são utilizados para treinar, aprimorar ou recalibrar modelos públicos ou compartilhados. A arquitetura apresentada inclui ainda análise preventiva de prompts, moderação de conteúdo e recursos de monitoramento de riscos para aplicações baseadas em agentes de inteligência artificial.
 

O Huawei Cloud AI MaaS Summit reuniu executivos, especialistas, empresas e organizações para discutir o avanço da inteligência artificial no ambiente corporativo, incluindo modelos open source, arquiteturas multimodelo, desenvolvimento de agentes, segurança, governança de dados e aplicações de IA em processos de negócios.
 

A ELO, uma das principais redes de pagamentos do Brasil, compartilhou sua experiência com o uso do Huawei Cloud AI MaaS para acelerar o desenvolvimento de aplicações de tecnologia financeira. A empresa também apresentou sua visão sobre a aplicação em larga escala de modelos fundacionais no setor de pagamentos.
 

Empresas como Semantix, Create SP, Senior, Stefanini e iFLYTEK também compartilharam suas experiências com a implementação do Huawei Cloud MaaS e como a tecnologia vem contribuindo para aumentar a eficiência em pesquisa e desenvolvimento e acelerar a inovação em serviços, em cenários como AI Coding, agentes de IA e inteligência empresarial.
 

O evento também colocou em discussão a próxima fase da inteligência artificial empresarial, com debates sobre temas como IA generativa, tecnologia de agentes, governança de IA e conformidade em segurança. O painel abordou ainda como a inteligência artificial pode ampliar a eficiência e a produtividade das empresas, além das perspectivas para uma integração cada vez mais profunda da tecnologia aos principais processos de negócios nos próximos três a cinco anos.

Rafael

Rafael de Souza Mota é especialista em tecnologia, mobilidade e inovação, criador do Inteligência Móvel. Atua como gerente de projetos e produz reviews, análises e conteúdos sobre smartphones, gadgets, automóveis e lifestyle digital.