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Google segue como ponto de partida de 80% da jornada de compra, mas quem aprofunda a decisão são outros canais

Um dos recortes mais ricos do estudo “O Mapa da Busca no Brasil 2026“, da Optimiza Marketing, mostra que a jornada de compra do brasileiro funciona em camadas, e não em um único canal linear. Segundo o levantamento, o Google aparece como ponto de partida em 80% das situações mapeadas, mas ao longo da jornada o consumidor também recorre a outros ambientes para aprofundar a decisão: YouTube aparece em 33% dos casos, redes sociais e marketplaces em 26% cada.

A leitura do próprio estudo resume bem esse achado: apesar da fragmentação da jornada, o Google permanece como ponto de partida, enquanto YouTube, redes sociais e marketplaces atuam como ambientes de aprofundamento, validação e decisão. Ou seja, a disputa não é sobre quem abre a busca, papel que o Google ainda domina com folga, mas sobre quem consegue estar presente também nas camadas seguintes, de aprofundamento e de fechamento da compra.

Por que pensar em camadas, e não em substituição

Esse dado ajuda a explicar por que tantas discussões sobre “o fim do Google” simplificam demais a realidade. Redes sociais, YouTube e marketplaces não estão brigando pelo mesmo espaço que o Google ocupa como ponto de partida da busca. Estão ocupando um espaço complementar, mais adiante na jornada, quando o consumidor já sabe o que quer e está refinando a decisão final.

O que isso muda na prática para quem cria conteúdo

Para marcas e times de marketing, essa leitura em camadas sugere uma divisão de investimento mais clara: conteúdo otimizado para SEO tradicional, focado em capturar a intenção inicial de busca no Google, e conteúdo específico para redes sociais, YouTube e marketplaces, voltado a reforçar a decisão de quem já está mais avançado no funil de compra.

“Hoje, a pesquisa é mais fragmentada. O usuário utiliza diversos canais para buscar informações sobre um tema ou produto e espera encontrar respostas no próprio canal em que está, não apenas no Google. Ele pode perguntar no ChatGPT, no YouTube ou nas mídias sociais e quer obter informações sobre a marca em todos esses ambientes”, afirma Lisane Andrade, CEO e cofundadora da Niara, uma das especialistas ouvidas pelo estudo.

Para times de marketing e conteúdo, o dado reforça que dominar apenas o topo da jornada, a busca inicial no Google, não é mais suficiente. É preciso presença coordenada nas camadas seguintes, especialmente em redes sociais, que aparecem como o segundo ambiente mais citado de aprofundamento, à frente de YouTube e marketplaces.

Sobre a Optimiza Marketing

A Optimiza Marketing é uma agência de SEO e Growth Marketing especializada em estratégias integradas de SEO e GEO, otimização para buscadores e para inteligências artificiais, ajudando marcas a conquistar as primeiras posições no Google e a serem citadas por ferramentas de IA.

Rafael

Rafael de Souza Mota é especialista em tecnologia, mobilidade e inovação, criador do Inteligência Móvel. Atua como gerente de projetos e produz reviews, análises e conteúdos sobre smartphones, gadgets, automóveis e lifestyle digital.