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Galaxy Watch 9 [Analise/Review]

A Samsung decidiu seguir um caminho bastante claro com o Galaxy Watch 9. Em vez de apostar em uma grande mudança visual, melhorou o “coração” do seu Watch, que chega custando a partir de R$ 2.999.

Por fora, o Galaxy Watch 9 continua bastante parecido com a geração anterior, inclusive mesmo para olhares atentos não dá para notar que é uma nova geração como ocorria com versões anteiores. Por dentro, porém, existem mudanças importantes, principalmente no processador, no desempenho, nos sensores e na forma como o Samsung Health transforma os dados coletados pelo relógio em informações úteis.

tela AMOLED
tela AMOLED

O Galaxy Watch 9 mantém uma construção em alumínio, vidro de cristal de safira e tela AMOLED com brilho de até 3.000 nits. É um conjunto que continua bastante competente e que entrega boa visibilidade mesmo em ambientes externos.

Gemini no Watch9
Gemini no Watch9

A Samsung abandonou os processadores Exynos utilizados em gerações anteriores e passou a utilizar o novo Snapdragon Wear Elite. E essa mudança faz diferença!

Além do novo processador, o relógio também recebeu baterias maiores. A versão de 40 mm conta com 390 mAh, enquanto o modelo de 44 mm fica entre 435 e 445 mAh, dependendo da configuração.

Encaixe da pulseira não parece que sofreu modificações
Encaixe da pulseira não parece que sofreu modificações

Na prática, a combinação entre uma bateria maior e um processador mais eficiente proporciona algumas horas adicionais de autonomia. Mesmo com baterias maiores e um processador mais eficiente, o Galaxy Watch 9 ainda exige carregamentos frequentes. Para quem utiliza monitoramento contínuo, GPS e outros recursos durante o dia, isso continua sendo uma preocupação. Mas meu mimimi, não consegui ficar 2 dias inteiros sem carregar.

Tela de apps do Watch 9
Tela de apps do Watch 9

No dia a dia o Galaxy Watch 9 se mostra muito mais rápido. A abertura de aplicativos, a navegação pelo Wear OS, a troca entre telas e a execução de comandos acontecem de maneira bastante fluida. O novo processador também traz uma NPU dedicada a tarefas de inteligência artificial.

Desing ainda segue fazendo uso de 2 botões
Desing ainda segue fazendo uso de 2 botões

A Samsung está aproveitando esse hardware para ampliar o uso de IA diretamente no relógio e reduzir, em algumas situações, a dependência do smartphone. O Gemini também faz parte dessa estratégia, e com um simples ajuste no app, você ativa a função “Levantar para falar”, que permite iniciar uma interação com a inteligência artificial por voz sem precisar ficar pressionando botões, legal porem poucos vão ativar conhecendo o usuário que só vai trocar de versão sem explorar o app.

Agora verdade seja dita! uma das evoluções importantes do Galaxy Watch 9 na área de saúde, não está somente nos sensores, mas a combinação deles com o aplicativo Samsung Health que começa a trabalhar com uma quantidade muito maior de informações e, principalmente, tenta transformar esses dados em indicadores que façam sentido para o usuário. Vou falar que esse item de “Sinais Vitais”, dá para deixar qualquer usuário atento!

Samsung Health vai muito além dos passos
Samsung Health vai muito além dos passos

Entre os principais recursos estão:

• Sinais Vitals, que cria uma linha de base individual utilizando aproximadamente sete noites de dados
• Fitness Index
• Monitoramento de frequência cardíaca
• Variação da frequência cardíaca
• Frequência respiratória
• Oxigenação sanguínea durante o sono
• Temperatura corporal, deixou de ser restrito a menstruação
• Composição corporal
• Detecção de apneia do sono
• Monitoramento de estresse

O mais interessante é perceber que a Samsung está deixando de tratar esses recursos como funções isoladas. O relógio começa a cruzar informações de sono, atividade física e recuperação para criar uma visão mais completa do estado do usuário, isso graça a precisão dos sensores.

sinais vitais impressionam ao dar atenção aos dados
sinais vitais impressionam ao dar atenção aos dados

VEREDITO FINAL

O Galaxy Watch 9 é um excelente smartwatch, mas sua proposta não está em reinventar o produto. O Snapdragon Wear Elite representa uma das maiores evoluções da geração e olhando para recursos de inteligência artificial e na agilidade que ele entregou o Wear Os. Para os mais exigentes talvez mudar para o novo Snapdragon Wear Elite seja um salto significativo de desempenho.

A mudança do Samsung Health em uma plataforma de acompanhamento contínuo de saúde, também entrega uma experiência combinada ótima, mas temso que lembrar que a autonomia poderia ser melhor.

Sou ousado em dizer que o Galaxy Watch 9 é um refinamento e revolução,.

Quem tem uma versão 7 ou anterior eu recomendo o investimento, quem está na linha 8 eu diria aguarde as próximas evoluções da Samsung.

Rafael

Rafael de Souza Mota é especialista em tecnologia, mobilidade e inovação, criador do Inteligência Móvel. Atua como gerente de projetos e produz reviews, análises e conteúdos sobre smartphones, gadgets, automóveis e lifestyle digital.