DHL revela como funciona a operação por trás da Formula 1® no Brasil
Enquanto todas as atenções estão voltadas para a etapa da Fórmula 1® em São Paulo (SP), a DHL traz os bastidores da operação logística que contribui para a realização de um dos eventos esportivos mais aguardados do Brasil. São aproximadamente três semanas de trabalho no local para viabilizar três dias de corrida, em uma temporada na qual a companhia está transportando cerca de 1.300 toneladas de carga entre 23 destinos, em cinco continentes.
Quando os carros entram na pista, uma parte essencial do trabalho da DHL já está em andamento há semanas. E, quando a bandeira quadriculada é agitada no domingo, a operação está longe de terminar.
Para a equipe de logística nos circuitos da DHL, o planejamento começa muito antes: enquanto uma temporada ainda está em andamento, a equipe já trabalha na preparação da seguinte. Cada ‘Grande Prêmio’ começa com a chegada das cargas marítimas e aéreas, passa pela preparação e execução das atividades durante a corrida e, assim que o evento termina, entra imediatamente na etapa de movimentação das cargas para o próximo destino. É o lado menos visível de um dos esportes de maior exposição do mundo.
As pessoas por trás da corrida
Giorgia Tirabassi, gerente de Operações de Logística nos Circuitos de Automobilismo, ingressou na DHL em 2018 e, nove meses depois, passou a integrar a equipe responsável pelas atividades logísticas realizadas nos circuitos da Formula 1. Atualmente, coordena 50 especialistas que se revezam entre as corridas ao longo da temporada. No total, a equipe global de logística para o automobilismo da DHL reúne mais de 110 profissionais.
Para esses especialistas, nenhum fim de semana de corrida é igual ao outro. Cada circuito apresenta diferentes condições de trabalho, infraestrutura, clima e particularidades operacionais locais. A equipe enfrenta longas jornadas, que podem se estender pela noite, além de calor, chuva e tempestades, sempre com um prazo que não pode ser alterado.
“Cada corrida apresenta desafios diferentes. O trabalho em si pode ser semelhante, mas as condições, as pessoas e a maneira como as coisas funcionam localmente mudam de um país para outro. É preciso se adaptar rapidamente e encontrar a melhor forma de realizar o trabalho”, afirma Tirabassi.
Essa capacidade de adaptação se torna ainda mais importante diante de imprevistos. Condições climáticas, interrupções no transporte e outros fatores fora do controle da equipe podem alterar o planejamento original. Por isso, os planos de contingência fazem parte de todas as operações, oferecendo diferentes alternativas para responder rapidamente a eventuais interrupções. No entanto, um fator permanece inalterado: o calendário das corridas.
“O calendário das corridas não muda, por isso precisamos encontrar uma maneira de realizar as entregas”, acrescenta.
John Williams, diretor-geral da DHL Motorsports nos Estados Unidos, atua há cerca de 20 anos na logística da Formula 1 e destaca que a capacidade de adaptação depende, sobretudo, das pessoas envolvidas na operação.
“Como em qualquer ambiente de trabalho em equipe, tudo depende das pessoas ao seu redor: compreender suas capacidades e seus pontos fortes e trabalhar em conjunto para executar uma operação na qual cada segundo conta”, afirma Williams.
Trabalhando enquanto o relógio não para
As exigências da atividade vão muito além do dia da corrida. Tirabassi estima que passe mais de 200 dias por ano longe de casa, integrando uma equipe que viaja durante aproximadamente nove meses por ano.
Os especialistas que atuam nos circuitos podem operar empilhadeiras, montar paletes para transporte aéreo e carregar contêineres. No entanto, a intensidade do trabalho também exige resiliência e espírito de equipe durante os longos períodos longe de casa. Para Williams, gerenciar uma operação dessa dimensão também significa cuidar dos profissionais responsáveis por sua execução.
“Nossas equipes possuem as competências e as ferramentas necessárias para realizar esse trabalho. Mas, como líder, também é fundamental estar disponível para apoiá-las quando necessário, especialmente considerando os longos períodos que passam longe de casa”, acrescenta Williams.
Brasil: uma corrida com personalidade própria
Do ponto de vista logístico, nenhum Grande Prêmio é igual ao outro.
“Cada corrida tem sua própria personalidade”, afirma John Williams. “Cada circuito é diferente, e a operação precisa se adaptar.”
No Brasil, isso significa adequar a operação às exigências locais de importação e aos procedimentos aduaneiros, mantendo uma coordenação próxima com autoridades e parceiros para garantir a movimentação eficiente e segura das cargas da Formula 1. Devido ao alto valor dos equipamentos e à necessidade de cumprimento rigoroso dos prazos, a operação incorpora medidas adicionais de planejamento e segurança, incluindo escolta no transporte das cargas a partir do aeroporto.
Assim como acontece em todas as etapas do calendário, a DHL atua por meio dos canais estabelecidos com as autoridades locais para apoiar o desembaraço aduaneiro e a entrega das cargas da Formula 1, adaptando a operação às exigências específicas de cada país.
“A essência do trabalho pode ser a mesma de uma corrida para outra, mas, em cada país, precisamos nos adaptar à cultura, às pessoas e à forma local de trabalhar para alcançar o mesmo resultado”, explica Giorgia Tirabassi.
O trabalho que se destaca justamente quando ninguém percebe
Após mais de oito anos atuando nas operações logísticas nos circuitos, uma das principais lições aprendidas por Tirabassi é que a equipe precisa sempre encontrar uma solução, mesmo quando as circunstâncias estão fora de seu controle direto.
Para ela, essa capacidade de realizar as entregas também é a medida mais clara do sucesso de uma equipe cujo trabalho acontece, em grande parte, longe dos holofotes.
“Muitas vezes, nosso trabalho passa despercebido, mas sabemos que, se as equipes conseguiram correr, significa que fizemos o nosso trabalho”, conclui Tirabassi.
DHL e Fórmula 1: principais números e informações
- Mais de 20 anos como Parceira Logística Oficial da Formula 1.
- Até 1.300 toneladas de carga transportadas em 2026, incluindo equipamentos para as corridas de categorias de apoio.
- 23 destinos de corrida distribuídos por cinco continentes durante a temporada de 2026.
- Cinco sequências de duas corridas consecutivas (double-headers) e três sequências de três corridas consecutivas (triple-headers) no calendário de 2026, exigindo operações ágeis entre as etapas.
- A operação inclui o transporte de carros, equipamentos, tecnologia de transmissão e infraestrutura de hospitalidade.
- A DHL apoia a operação com planos de contingência, ajustes de rotas em tempo real e uma rede global presente em 220 países e territórios.
- A Fórmula 1 e a DHL continuam incorporando soluções logísticas de menor emissão, incluindo combustível sustentável de aviação (SAF), combustível marítimo sustentável e caminhões movidos a biocombustíveis em operações selecionadas.
- Em 2025, a DHL contribuiu para uma redução estimada de 20 mil toneladas de CO₂ equivalente (CO₂e) nas emissões dos voos fretados para transporte de cargas da Fórmula 1, por meio do uso de SAF.
