Conheça os Jovens Líderes do Generation17: a história de Brigitta Gunawan
Brigitta Gunawan é membro do Generation17, uma parceria entre a Samsung e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) que capacita jovens que contribuem para os Objetivos Globais.
Desde 2020, o Generation17 apoia Jovens Líderes em todo o mundo com tecnologia Samsung Galaxy, mentoria e oportunidades de networking para ampliar suas histórias e soluções.
Uma viagem de mergulho com snorkel, ainda adolescente, na ilha de Nusa Penida, na Indonésia, mudou tudo para Brigitta Gunawan. O recife estava repleto de vida, com peixes nadando entre corais de cores extraordinárias. Era diferente de tudo o que ela já havia visto. De volta à costa, um pensamento permaneceu: a maioria das pessoas nunca vivenciaria aquilo.
Brigitta cresceu em Jacarta, uma cidade industrial no interior, longe dos recifes, mas sempre se sentiu atraída pela água. Ela deu seus primeiros passos em uma praia em Bali. Após a viagem a Nusa Penida, essa conexão se transformou em algo maior: um senso de responsabilidade.
De acordo com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), o aquecimento dos oceanos, a poluição e a pesca excessiva colocaram os recifes de coral em uma trajetória devastadora, com até 90% projetados para desaparecer até 2050. Presentes em mais de 100 países, os recifes de coral estão entre os ecossistemas mais importantes do oceano — sustentando a vida marinha, protegendo as zonas costeiras e garantindo a subsistência de comunidades que dependem deles. Globalmente, mais de um bilhão de pessoas depende de oceanos saudáveis para seu sustento.
“Vamos perder muito em um período muito curto”, diz Brigitta. “Eu decidi que havia algo que eu poderia fazer”.
Transformando uma hashtag em um movimento
Em 2021, aos 17 anos, ela lançou o 30×30 Indonesia, nomeado a partir do esforço global para proteger 30% dos oceanos até 2030. A meta, apoiada pelos Objetivos Globais da ONU para ação climática (Objetivo 13) e vida na água (Objetivo 14), é considerada essencial para preservar os ecossistemas marinhos. Ela começou de forma simples, com uma hashtag e um convite para que as pessoas enviassem fotos segurando mensagens de apoio. No primeiro mês, mais de 400 fotos foram enviadas, muitas de escolas e grupos de jovens que nunca tinham ouvido falar da meta de 2030.
“Eu não tinha absolutamente nenhuma experiência”, diz Brigitta, creditando mentores iniciais. “Apenas gostei de me envolver e, aos poucos, construir o que isso se tornou hoje”.
Logo, Brigitta expandiu suas ações além das redes sociais. Trabalhando com uma comunidade local de mergulho e líderes de vilarejos no nordeste de Bali, ela ajudou a projetar e construir um jardim de corais no fundo do oceano — uma estrutura artificial onde fragmentos de corais são plantados para ajudar na recuperação de recifes degradados, mesmo com o aquecimento contínuo dos oceanos. Nos últimos cinco anos, sua equipe plantou mais de 1.400 fragmentos de coral, com uma taxa de sobrevivência de até 86%.
Tecnologia levando o oceano a todos
À medida que seu trabalho de restauração crescia, um desafio mais profundo surgia: a maioria das pessoas nunca pisaria no mar, muito menos veria um recife pessoalmente. “É importante que as pessoas vejam o oceano para entenderem por que precisamos salvá-lo”, afirma.
Em 2024, ela lançou o Diverseas, um programa educacional gratuito que utiliza filmagens subaquáticas em 360 graus para levar os recifes às salas de aula, apoiando o Objetivo Global da ONU para educação de qualidade (Objetivo 4). Brigitta faz parcerias com organizações de conservação ao redor do mundo para capturar as imagens. Os alunos colocam óculos de realidade virtual e, de repente, estão abaixo da superfície, cercados por corais e vida marinha.
Alunos que vivem longe do litoral nunca viram essas cenas subaquáticas; ao promover a alfabetização oceânica, Brigitta incentiva a ação coletiva para proteger a biodiversidade.
Desde então, o Diverseas já alcançou mais de 20 mil pessoas em 12 países por meio de workshops, cursos online, bolsas para formação de mergulhadores, conferências e eventos. Seu foco na imersão torna o mundo submarino mais real e digno de ser protegido.
Para Brigitta, o objetivo agora é alcançar mais comunidades ao redor do mundo e continuar restaurando recifes na Indonésia.
A próxima geração de defensores dos oceanos
Na restauração de recifes de coral, onde os números sobre perdas podem parecer esmagadores, Brigitta acredita que manter o otimismo é essencial. “Para os jovens, desistir não é uma opção”, afirma. “Precisamos continuar esperançosos”.
E o melhor lugar para construir essa esperança? A sala de aula, física e virtual. “Eu acredito que a educação é muito poderosa”, diz. “Se feita da maneira certa, ela inspira jovens que se tornam os formuladores de políticas do futuro”.
