App Lura quer transformar habilidades diversas em renda para trabalhadores informais
A juneBOX Tecnologia lança a Lura, aplicativo criado para ajudar trabalhadores informais e pessoas em busca de renda complementar a identificar habilidades que já possuem e transformá-las em atividades remuneradas. A plataforma chega ao mercado de olho em um universo de cerca de 40 milhões de brasileiros na informalidade, segundo o IBGE.
A proposta parte de uma lógica diferente da maioria das plataformas de capacitação: em vez de começar ensinando uma nova profissão, a Lura busca identificar aquilo que o usuário já sabe fazer. Cozinhar, cuidar de pessoas, vender, realizar reparos, organizar atividades ou produzir conteúdo, entre outros. Depois, o app mostra caminhos possíveis para transformar essas habilidades em renda.
A plataforma mapeou 693 possibilidades de geração de renda e desenvolveu 21 perfis vocacionais. A partir de um questionário inicial, o usuário recebe sugestões compatíveis com seu perfil e pode escolher um caminho para seguir uma trilha prática que passa por testar uma oferta, realizar as primeiras vendas, organizar a atividade, melhorar sua atuação e, posteriormente, avaliar a formalização e o crescimento do negócio.
Um dos diferenciais do modelo está justamente na ordem das etapas. Na metodologia criada pela juneBOX, a formalização não aparece como ponto de partida. A orientação é primeiro testar a atividade e conquistar vendas antes de assumir custos ou compromissos maiores.
“Tem milhões de brasileiros com uma habilidade que vale dinheiro nas mãos, só que ninguém nunca sentou do lado para mostrar o caminho”, afirma Juny Santana, fundador da juneBOX e criador da Lura. “Nosso usuário está antes da decisão de abrir um negócio. Ele precisa primeiro perceber que aquilo que faz todos os dias pode ter valor e encontrar um primeiro passo pequeno o bastante para caber na realidade dele”, ressalta.
Parte da experiência da Lura acontece fora da tela. Ao longo das trilhas, o aplicativo propõe missões no mundo real, como conversar com potenciais clientes, testar uma oferta ou realizar uma primeira venda. Depois, o usuário retorna à plataforma para registrar o resultado e avançar na jornada.
A ideia do produto também está ligada à trajetória do próprio fundador. Há pouco mais de dez anos, Juny trabalhava com carteira assinada no Casseta & Planeta e passava cerca de seis horas por dia no deslocamento entre sua casa, na periferia, e o trabalho.
“Eu trabalhava com algo muito legal, mas não tinha ideia de como seria o dia de amanhã. Quando se é periférico, muitas vezes a gente vai vivendo dia após dia e torcendo para as coisas darem certo. Eu queria ter tido alguma ferramenta que me ajudasse a enxergar possibilidades e entender o que poderia fazer a partir do que eu já tinha”, afirma.
Além das trilhas, a Lura conta com um assistente de inteligência artificial voltado a dúvidas sobre temas como precificação, clientes, organização e formalização. Para informações regulatórias e financeiras, como limites de faturamento e contribuições do MEI, o sistema foi estruturado para responder apenas quando existe uma fonte oficial cadastrada e verificada.
Outra diretriz do produto é não apresentar promessas de faturamento, renda garantida ou prazos para atingir resultados. A plataforma também evita recomendar investimentos relevantes, como aluguel de ponto comercial, compra de grandes estoques ou contratação de empréstimos, antes que o usuário tenha comprovado alguma recorrência nas vendas.
A Lura opera em modelo freemium. A descoberta vocacional é gratuita, enquanto os planos pagos oferecem acesso ampliado às trilhas e ao assistente de inteligência artificial. Até então, a iniciativa é voltada para pagar os custos e a empresa está se preparando para captação de investimento.
O aplicativo já está disponível nas versões web e mobile, e a juneBOX prepara o lançamento da Lura nas lojas de aplicativos. A empresa realiza atualmente uma rodada de testes com usuários antes de ampliar a aquisição da plataforma. Acesse aqui.
