App brasileiro de fitness é um dos que mais cresceu no mundo em usuários e receita no segmento
O início de 2026 marca a ascensão acelerada de uma tecnologia brasileira no competitivo ecossistema mundial de fitness digital. O aplicativo Befit despontou como um dos destaques na categoria de Saúde e Fitness nas principais lojas de aplicativos nos três primeiros meses do ano, tendo alcançado 2 milhões de usuários até março. Em 15 meses de operação, de janeiro de 2025 a março deste ano, a plataforma já faturou 13 milhões de reais, mais da metade desse valor somente neste primeiro trimestre.
Com assinantes em 166 países, o Befit firmou sua relevância global nos últimos meses. Na América Latina, figurou entre os dez mais baixados no Chile, Peru, Colômbia e México em janeiro. Na Índia, esteve algumas vezes entre os cinco aplicativos mais rentáveis e com o maior número de downloads do segmento durante os meses de fevereiro e março.
Esse crescimento expressivo é sustentado por diferenciais que preenchem lacunas do setor, como a falta de personalização do treino de maneira estruturada e em escala, analisa o idealizador do aplicativo, Carlos Terceiro. “Diferentemente de planilhas e aplicativos baseados em treinos estáticos ou genéricos, o Befit utiliza um algoritmo proprietário de inteligência artificial que estrutura recomendações a partir do perfil, objetivos, equipamentos disponíveis e histórico de execução do usuário. Além disso, monitora e ajusta variáveis como carga, intensidade e volume de exercícios de maneira individualizada ao longo do tempo. Assim, aproximamos a experiência digital da precisão de um acompanhamento presencial”, explica.
Soma-se a isso o momento de maturidade em que o aplicativo chegou ao mercado mobile, acompanhando o aumento da rentabilidade dos aplicativos de serviços. Em 2025, houve um salto de 21% na receita de aplicativos que não são jogos, segundo o relatório State of Mobile 2026, da Sensor Tower. O estudo destaca que a inteligência artificial é o grande motor dessa nova fase, fazendo com que os usuários deixem de apenas testar ferramentas para integrá-las em suas rotinas diárias ao encontrar soluções que empregam tecnologia de ponta para otimizar a experiência. Esse cenário favorece o Befit, cuja proposta combina personalização algorítmica e recorrência de uso.
Do Brasil para o mundo
A experiência de seus fundadores em escalar produtos digitais subsidia a estratégia de expansão do Befit. O empreendedor Carlos Terceiro, que criou o aplicativo após levar a fintech Mobills à marca de 30 milhões de usuários antes de sua aquisição pelo Santander, destaca que a internacionalização é o caminho natural para soluções que resolvem dores universais. “O objetivo com o Befit é democratizar o acesso ao treinamento de força de qualidade. Estamos trabalhando para torná-lo a principal plataforma de treino no mundo todo, provando que a inovação brasileira não tem fronteiras”, diz Terceiro.
Ao lado de Carlos, o CEO e cofundador Claret Sabioni trouxe para a startup sua bagagem na liderança estratégica de unicórnios como Wildlife Studios e QuintoAndar para posicionar o Befit como a principal plataforma mundial de fitness digital. A união do rigor analítico de Sabioni, que é PhD em Otimização, com a visão inovadora de Terceiro fez o Befit encerrar o primeiro trimestre de 2026 não apenas como um aplicativo de treino de musculação, mas como uma plataforma de treino inteligente, que personaliza e otimiza a evolução física com base em dados.
Treino de qualidade em escala global
Além de especialistas em desenvolvimento de produtos digitais e engenharia de software, os programas de treino e o algoritmo da plataforma foram desenvolvidos em colaboração com profissionais certificados de educação física e especialistas em ciência do exercício, a fim de garantir eficiência e segurança aos treinos.
De acordo com o CEO Claret Sabioni, que projeta quintuplicar a receita do Befit em 2026 em relação ao ano anterior, o plano é continuar aprimorando a inteligência artificial e levar a ferramenta a um público maior no exterior. “Vamos investir em talentos para elevar ainda mais o padrão de excelência do produto, visando aumentar a satisfação dos usuários e expandir nossa presença no mercado internacional. Embora o Brasil seja nosso principal mercado, acreditamos que conseguimos replicar e escalar o mesmo sucesso em outros países, visto que já representam 53% do nosso faturamento”, afirma o executivo.
